#005 - Devocional: Quanto custa?
Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus
Hebreus 12:2
Antigamente, uma propaganda de cartão de crédito dizia: “Há coisas que o dinheiro não compra, para todo o resto, existe o cartão”. Sempre refleti sobre o que realmente possui um preço e o que transcende valores materiais.
Durante a pandemia da COVID-19, essa percepção de valor ficou clara. A doença atingiu pessoas indistintamente, independentemente de raça, classe social ou gênero. Essa experiência trouxe nossos pés ao chão, forçando-nos a valorizar quem somos e quem está ao nosso lado.
Aprender a lidar com uma “balança imaginária” é o primeiro passo para compreender a caminhada cristã. Precisamos buscar equilíbrio entre nossas ações e propósitos. Jesus nos ensinou que toda escolha carrega consigo uma renúncia. Quando optamos por algo, desfavorecemos as alternativas. Portanto, para tudo há um custo ou um peso a equilibrar.
Jesus, nosso mestre, sabia que o custo de sua glória era a humilhação na cruz. Ele sabia que nossa salvação dependia do sangue derramado. Ele compreendeu que a vitória sobre a morte exigia a ressurreição.
Essa compreensão, porém, gerou angústia. No Monte das Oliveiras, Jesus clamou ao Pai sobre a possibilidade de afastar o cálice da crucificação. Ainda assim, ele olhou para o outro lado: a vitória e a alegria na eternidade. Ele entendeu que, apesar da dor, a escolha valia a pena.
Nem sempre é possível conciliar os desejos da carne com os do espírito. Quando o Senhor nos pede para dizer “não” a algo que ansiamos, precisamos ser fortes. Se colocarmos mais peso nos desejos pessoais do que na vontade de Deus, a balança se desequilibra. Isso causa bagunça em nossas vidas e torna difícil encontrar o ponto de equilíbrio novamente.
É fácil obedecer quando a voz de Deus concorda com nossos sonhos. O desafio surge quando ela é contrária aos nossos planos. Nesses momentos, o inimigo tenta nos persuadir e confundir, paralisando nossa fé.
Deus, porém, não nos deixa no escuro. Se clamarmos e batermos à Sua porta, seremos recebidos. A chave é ter paciência. Como diz o provérbio persa, a paciência é uma árvore de raízes amargas, mas frutos doces. Nem sempre será fácil, mas ao fixar os olhos no exemplo de Jesus, encontraremos a força necessária para sermos vitoriosos.
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