#027 - Devocional: A chuva
E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ele vos dará ensinador de justiça e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês.
Joel 2:23
Certamente, aprendemos muito ao observar a natureza. Ela reflete o agir maravilhoso de Deus, suas leis e seu funcionamento. Frequentemente, deixamos de aprender por falta de tempo, serenidade ou interesse. Entretanto, se não fôssemos tão distraídos, a própria criação nos ensinaria lições inestimáveis.
Deus deixou instruções precisas registradas na Bíblia. Aliás, ela vai além de ser apenas um livro histórico. Ela é viva e rica. Quando nos separamos para lê-la, a voz do Senhor ganha espaço e o Espírito Santo se revela. Desde a formação de todas as coisas, Deus revelou ao homem a compreensão da vida. O Senhor é bom o tempo todo. Portanto, ao observarmos o mundo com atenção, absorveríamos ensinamentos sobre o tempo, causa, consequência e amor.
Nesse sentido, o livro de Joel traz um ensinamento poderoso sobre o tempo das chuvas. No contexto da Palestina, as chuvas são essenciais para o sustento das famílias. A chuva temporã ocorre no outono, servindo como uma chuva precoce. Já a chuva serôdia cai na primavera, sendo a última antes da seca do verão.
O agricultor realiza o seu trabalho. Ele ara a terra, aduba, escolhe as sementes e planta. Além disso, busca parcerias biológicas para proteger as plantas. No entanto, após semear, resta esperar o agir e as bênçãos de Deus. Mesmo com a tecnologia atual, o sucesso da colheita ainda depende das chuvas. Consequentemente, lembramos o Salmo 147:8: “Ele é que cobre o céu de nuvens, prepara a chuva para a terra e faz produzir erva sobre os montes”.
Analogamente, essa situação agrícola é uma parábola ensinada por Jesus. Primeiramente, na Parábola do Semeador (Mateus 13:1-9), vemos que o resultado varia conforme o solo. A ação humana é semelhante, mas o resultado depende de como a semente é recebida. Depois disso, na Parábola do Joio e do Trigo (Mateus 13:24-30), observamos que o inimigo interfere na semeadura durante a noite.
Portanto, esses ensinamentos mostram que há processos ocorrendo além do nosso esforço. Por um lado, ninguém colhe bananas se semeou laranjas. Por outro lado, o período entre o plantio e a colheita exige dependência total do Senhor. O invisível é denso e real. Ele pertence aos mistérios de Deus.
Do mesmo modo, o agricultor está exposto às chuvas. Nós estamos expostos a situações que fogem ao nosso controle. Isso inclui decisões de trabalho, doenças ou novos ciclos de vida. Nessas ocasiões, a atitude mais sábia é escolher viver na dependência do Senhor. Essa postura nos permite atravessar qualquer clima.
Jesus nos orienta a não andar ansiosos por nada. Quando entregamos cada pensamento ao Pai, recebemos a Sua Paz (Filipenses 4:6-7). Viver na dependência é confiar que Aquele que cuida de tudo entregará o que precisamos. Por fim, é louvá-Lo, demonstrando gratidão pelo que Ele já fez e esperando pelo que só Ele pode fazer.
Que tal agradecermos por este dia hoje?
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