#049 - Devocional: É mesmo cansaço?
Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio.
Provérbios 6:6
Frequentemente, confundimos estados emocionais e comportamentais distintos. Por isso, torna-se fundamental entender as nuances entre eles para agir com sabedoria.
Primeiramente, o ócio representa momentos saudáveis de relaxamento. Ele surge após um período de atividade, funcionando como um reparo necessário. Contudo, a preguiça diferencia-se disso; ela é a recusa deliberada de realizar uma ação necessária. Nesse sentido, o indivíduo escolhe não agir, gerando consequências negativas em diversas áreas.
Ademais, a procrastinação possui raízes emocionais profundas, como a ansiedade. O indivíduo deixa de priorizar o que é importante. Consequentemente, atrela seu tempo a tarefas menos relevantes, comprometendo resultados e prazos.
A Palavra de Deus exorta contra a preguiça, pois ela gera um ciclo vicioso de inatividade. Esse comportamento torna o apreço pelo que possuímos insignificante. Em outras palavras, engana-nos ao fazer parecer que nada tem importância.
Por outro lado, o oposto da preguiça é a diligência. O termo deriva do latim diligere, que significa amar. Portanto, a preguiça nasce, essencialmente, da falta de paixão e de zelo.
Finalmente, em Isaías 56:10, o profeta descreve a preguiça como uma letargia. Essa inutilidade abre espaço para o inimigo subverter a realidade.
É possível mudar hábitos. Todavia, o primeiro passo é reconhecer a diferença entre a ansiedade paralisante e o descanso restaurador.
Assim, aqui estão sugestões práticas para minimizar a procrastinação:
Quando completamos tarefas, nossa perspectiva muda. Como resultado, diminuímos a ansiedade e aumentamos nosso foco.
Por fim, o sociólogo Domenico de Masi, em seu livro “Ócio Criativo”, concorda com o princípio bíblico de buscar sabedoria. Igualmente, ele critica a robotização da humanidade imposta pela indústria.
Para o autor, a satisfação reside em equilibrar trabalho, diversão e aprendizado. Quando essas três funções possuem sentido entre si, elas produzem prazer. Dessa maneira, ao encontrar propósito naquilo que fazemos, eliminamos as raízes da preguiça. O Amor, em todas as suas expressões, atua como um libertador, retirando-nos dos grilhões da inércia. Que possamos ser ativos e diligentes na jornada diária.
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