#051 - Devocional: Espelho, espelho meu (...)
Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho?
Mateus 7:3 NTLH
Na verdade, a Rainha Má, do conto Branca de Neve, perguntava ao espelho: “Existe alguém mais bela do que eu?”. Frequentemente, repetimos essa atitude, ainda que de forma inconsciente. Por exemplo, ao notar características que nos incomodam nos outros, entramos em um diálogo imaginário. Consequentemente, tentamos convencer a nós mesmos de que somos superiores.
Muitas pessoas negam possuir falhas. Por outro lado, elas argumentam que suas atitudes nunca se comparam às de criminosos. Todavia, o tamanho da falha é irrelevante para Deus; o que importa, portanto, é a existência dela em nós. Embora ninguém goste de aceitar que é uma pessoa incompleta, a realidade é que somos falhos. Além disso, Jesus nos exorta em Mateus 7:1-5 a não julgarmos o próximo. Em contrapartida, devemos olhar para nós mesmos, pois não conseguimos curar ninguém se não estivermos curados.
Em João 21:22, Pedro perguntou a Jesus sobre o futuro de João. Analogamente, Jesus respondeu que os planos de Deus são únicos. Desse modo, não existe base para a comparação. Cada filho possui uma caminhada específica. Assim sendo, não devemos olhar para os lados, como Pedro em Mateus 14:28-31. Pois, o foco deve permanecer no Mestre. Isso nos permite ser pastores melhores e nos ajuda a evitar que o medo nos afogue no caminho.
O julgamento excessivo revela que, na verdade, sentimos medo. Conforme 1 João 4:18, o amor perfeito expulsa o medo, pois o medo supõe castigo. Quem teme não está aperfeiçoado no amor. Além disso, sentir medo indica que duvidamos do amor de Deus, o que demonstra uma fraqueza de fé. Portanto, lembre-se: o maior amor de Deus foi revelado na cruz e alcançou a todos sem exceção.
Gálatas 6:2 nos orienta a levar as cargas pesadas dos irmãos. Dessa forma, evitamos sobrecarregá-los com fardos que não lhes pertencem. O processo, na verdade, é reflexivo. Quando nos olhamos com amor, nossas falhas se tornam menores. Finalmente, esse amor nos dá a convicção necessária, conforme Hebreus 11:1. Ao removermos a trave de nossos próprios olhos, enxergaremos nossos irmãos com clareza. Em conclusão, somente então, poderemos oferecer e receber ajuda de forma genuína.
Em resumo: abandone a mania de julgar, foque no seu crescimento pessoal e deixe o amor divino guiar sua visão sobre os outros.
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