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Devocionais

#063 – Devocional: O menino que fazia tijolos

Christiane Gallego julho 9, 2025


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Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; eu o aconselharei e cuidarei de você.

Salmos 32:8

Quando estamos unidos com Cristo até a conversa mais despretensiosa e inesperada traz a voz do Senhor a nossa vida.

Um senhor de pouco mais de 90 anos me chamou para conversar. Começou contando que já esteve em muitos países, comeu todo tipo de comida, conheceu muitas culturas, muita gente, seu modo de pensar e viver, portanto acredita que conhece o que há de melhor na vida abastada que leva. Mas nem sempre foi assim. Ele nasceu numa olaria, esteve muito coberto de barro e pó de carvão e quase sempre não tinha o que jantar se tivessem almoçado. Ele passou muita fome na infância.

Uma criança geralmente tem muitos sonhos, nós adultos olhamos e admiramos esse potencial porque o conhecimento da realidade esmaga a inocência e com isso a capacidade de sonhar vai ficando para trás.

Na continuidade da conversa com o senhor que foi um jovem pobre da Olaria, ele diz assim: “mas veja, quando a gente coloca Deus em primeiro lugar em nossas vidas as coisas mudam.” E ele caminhou para sua juventude com o olhar atento às diferenças e o que poderia ser feito para que a vida fosse melhor e tornou-se prefeito da cidade onde morava.

Antes que possam já julgá-lo, tirando ideias precipitadas sobre sua gestão, eu pude (e os convido) aprender algo com suas palavras que creio terem vindo da boca do nosso Senhor Jesus Cristo.

Então quando assumir o seu cargo de administração pública, um dos primeiros feitos foi construir e instituir quatro restaurantes sociais que em parceria com o governo do estado forneciam gratuitamente as refeições de almoço e janta ele não queria que mais ninguém passasse fome.

Depois lutou para que houvesse mais oportunidade de emprego trazendo indústrias para a cidade e também trouxe a faculdade, ele sonhava que as pessoas pudessem terminar seus estudos e terem uma formação digna.

Eu não conhecia a sua história antes de ele me contar, mas ouvi o nosso Senhor Jesus me alertar para prestar atenção neste olhar atento que enxerga o desequilíbrio e busca por diminuir, é um olhar empático e disposto a agir.

Hoje nossos jovens, em sua maioria, estão vendados pelas vaidades de sua juventude e imaturidade, são ludibriados com personagens de grande posse que atuam na internet fazendo os acreditar que a vida é formada de jogo de videogame e balada, que tudo é fácil e que se resolve com um grande número de seguidores nas mídias sociais.

Não há mais interessados em salvar vidas, os poucos que querem ser médicos pesquisam quais são as especializações que pagam melhor e trabalham assim menos.

Não há mais interessados em produzir ou criar, abandonaram esse interesse que se revelava na curiosidade do funcionamento das coisas porque tem acesso a inteligência artificial e confiam que suas produções são suficientes.

Não há mais interessados em plantar, porque sujar-se mexendo com terra e adubo não é instagramável.

O que será do nosso futuro?

Nos anos 90 já se noticiava, que os jovens não eram engajados com causas sociais ou com objetivos concretos, não demos valor a essa impressão que já ocorria. Hoje com a massificação da informação através de uma geração de influenciadores medíocres em conhecimento e influenciados ou os aclamados seguidores temos uma geração de alienados.

Algum jovem gosta de política? Não. De geopolítica? Não. Jornais? Chato! Nem para o vestibular!

Mas e nós os pais desses jovens acompanhamos as notícias? Temos esse conhecimento e interesse, ou somos visualizadores de vídeos de um minuto nas redes e daí tiramos nosso acesso à informação?

O olhar empático só ocorre se os olhos estiverem abertos e olhando para a frente e não para a tela de luz azul. É no agora e não no “daqui a pouco”!

Precisamos além de dar o exemplo para nossos filhos, conduzi-los afinal não estão plenamente formados ainda, não são maduros. Se hoje o meio das mídias é uma realidade, se a aquisição de conhecimento se faz de maneira diferente de 30 anos atrás, já é tempo de nos interessarmos em parar de apenas criticar o mundo digital e tentarmos entendê-lo de modo a guiar nossos filhos para que cresçam com isso absorvendo o que há de bom nessas tecnologias.

E por fim, precisamos interceder por eles pedindo, conforme Salmos 32: 8 que nosso Senhor seja o instrutor de nossos filhos e que suas mentes estejam abertas a voz do Criador lhes guiando, ensinando a encontrar o próprio caminho deles, como seres únicos, especiais, dotados de capacidade intelectual para que cresçam mais que em estatura, mas também em sabedoria e graça, A exemplo de Cristo, conforme Lucas 2:52.

Assim, através da voz do Senhor, que as habilidades para querer, sonhar, desejar, sem interessar, planejar e executar sejam restaurados na mente de nossos filhos, trazendo-os à vida real libertando-os da sonolência do virtual fazendo-os ter coragem de se esforçar, se dedicar e caminhar nos planos do nosso Senhor.

Que tal hoje agradecermos por esse dia clamando ao nosso Senhor que restaure em nossos filhos a capacidade de querer produzir objetivos realistas para suas vidas?

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