Devocionais

#066 – Devocional: Indo sozinho

Os filhos dos filhos são uma coroa para os idosos, e os pais são o orgulho dos seus filhos.

Provérbios 17:6

À medida que nossos filhos crescem, começam a desejar liberdade, o que é natural.

Para que eles possam desfrutar da sua autonomia de maneira segura, nós pais precisamos ter construído as fundações da edificação da maturidade e sabedoria em nossos filhos, por isso não é prudente colocá-los numa bolha social, onde estão blindados e alienados de uma realidade que existe e que em algum momento eles terão de enfrentá-la.

É difícil para um pai e uma mãe encontrar a medida coerente e segura para preparar um filho para a vida,  no entanto, certamente o caminho está na livre comunicação e na “dispersão” de autonomia em atividades simples do dia a dia para que se moldem e se preparem para as obrigações e necessidades da vida adulta.

Para isso enquanto podemos, devemos permitir e proporcionar que em situações controladas, nossos filhos tenham a oportunidade de fazer por si mesmos as suas demandas, por exemplo, uma criança ajudar em casa ou com a comida não é algo que vai colocá-la em risco se   houver instrução, assim como a um jovem, galgar seu próprio sustento através de programas de estágio ou primeiro emprego não é humilhante, mas é uma maneira de propiciar que o aprendiz racionalize o ambiente externo, tendo contato com o perfil de autoridade sem os olhos tão superprotetores dos  pais.

Apresentar a realidade para os filhos, deve ser algo que adaptado à idade dentro de cada época da vidas dos filhos, deve ser prioridade para os pais. Temos, enquanto pais, a obrigação de permitir o diálogo com liberdade de expressão ( sempre dentro do respeito) para que as idéias se formem de maneira autônoma, para que o jovem tenha a oportunidade de construir sua visão de mundo a partir de fatos concretos e não de um faz de contas onde os pais, por desconforto de tocar em assuntos difíceis, os evitaram e assim alienaram seus filhos.

O diálogo em casa não deve ser um monólogo, uma aula ou uma palestra, mas uma roda ativa onde o interesse real e respeito entre todas as partes está presente. Assim como o diálogo não precisa ser uma demonstração de jornal sensacionalista, não é isso que gerará nos filhos o senso de autoproteção e auto preservação.

Filhos precisam poder falar, poder expressar seu ponto de vista mesmo que divergente do dos pais, e com isso precisam ser criados num ambiente onde há liberdade de comunicação para que saibam lidar com aqueles que vierem discordar.

É por não haver diálogo argumentativo, ou seja, conversa real que a geração atual sente-se tão ofendida e pessoalmente atacada quando alguém apresenta uma opinião diferente.

Os dias passam e nenhum deles espera nós -pais- estarmos prontos para enfrentarmos o crescimento de nossos filhos. Precisamos urgentemente crescer com eles e por eles sempre através da destra de Jesus Cristo, afinal também somos imperfeitos e inacabados, frutos de uma constante transformação, portanto só quem pode nos auxiliar a guiar nossos filhos na maturidade e independência segura é o Espírito Santo que nos confere sabedoria e discernimento para tal.

A Palavra de Vida afirma que os filhos são como nossa coroa, ou seja, representam o triunfo das nossas realizações, são o nosso legado e garantem, de certo modo, a nossa imortalidade através da continuidade da vida e das memórias.

Assim como no mesmo versículo a Palavra de Salvação afirma que os pais são o orgulho de seus filhos. Todas nossas atitudes e escolhas refletem neles, será que estamos produzindo para eles uma trilha dourada? Uma herança  boa ou estamos os privando de um cuidado que é projetado e planejado por Deus para a família delegando a responsabilidade de criá-los e formá-los aos influencers das mídias?

E mais, se delegamos a criação, temos como cobrar alguma conduta de nossos filhos, ou ainda temos como esperar que sejam maduros? Como podemos soltá-los como uma embarcação que tenha um bom mastro e possa tranquilamente ser conduzida no mar pelos ventos de Deus?

Oremos para que nosso Senhor conduza nossos filhos a ouvirem as nossas experiências e ensinamentos de mesma maneira que precisamos orar pedindo que nosso Senhor trabalhe nosso coração na sabedoria, paciência e amor para que possamos ser seus primeiros líderes, os primeiros a guiá-los no caminho que cremos ser o  correto e agradável aos olhos do nosso Senhor.

Que tal hoje agradecermos por esse dia clamando ao Senhor pela vida de nossos filhos?

Vozes de cristo

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