Devocionais

Devocional #069 – Glutão

Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma.

2 Tessalonicenses 3:10

O que significa ser glutão

Glutonaria significa aquele que é voraz, ávido por mais, que tem gula. A gula é o excesso. Pode aparecer na comida ou na bebida, mas existe também a gula filosófica. No fim, todas as formas são semelhantes: um desejo insaciável.

Além disso, a gula não se limita apenas ao alimento. Por isso, é importante entender como esse comportamento se manifesta em outras áreas da vida.

O exemplo dos romanos antigos

Na Roma antiga, os romanos eram glutões inveterados. Ficaram famosos pelos banquetes requintados. Comiam até não aguentar mais. Depois, iam à janela mais próxima, colocavam para fora tudo o que haviam ingerido e voltavam para a mesa para comer novamente.

Dessa forma, demonstravam claramente a falta de controle sobre seus desejos.

O consumismo atual

Hoje o consumismo e o materialismo se parecem com a gula. Aparelhos celulares são objetos de desejo constante. Suas funções ajudam no dia a dia, mas a simples capacidade de fazer e receber chamadas já não é o foco principal. Modelos novos e atualizações criam um apelo constante por status e tecnologia.

Por outro lado, essa busca por novidades não é apenas uma questão de necessidade.

A força da publicidade e da inteligência artificial

A internet permite que as marcas mantenham contato direto com os consumidores. Antes, dependiam apenas de rádio, televisão, revistas e jornais. Agora existe uma avalanche de informações e iscas publicitárias dentro dos aplicativos. A inteligência artificial torna os anúncios ainda mais personalizados e assertivos, aumentando o apelo ao consumo excessivo.

Consequentemente, fica mais difícil resistir aos impulsos de compra.

Disciplina e a diferença entre necessidade e desejo

Disciplina significa ordem e organização. Ela exige obediência para manter o bom funcionamento da vida. É natural desejar coisas. O ser humano tem necessidades fisiológicas, mas a mente também deseja muitas outras.

Ainda assim, é fundamental distinguir entre o que é realmente necessário e o que é apenas desejo. As necessidades são prioridades que garantem bem-estar, segurança e integridade física e psicológica. Os desejos, por sua vez, são tudo o mais: coisas que trazem conforto, conhecimento ou prazer, mas que podem esperar sem colocar a vida em risco.

Escolhas práticas do dia a dia

O celular de última geração pode esperar quando é preciso escolher entre ele e o pagamento das contas. O carro do ano pode esperar quando o financiamento imobiliário está em jogo. Essas são decisões simples que pessoas responsáveis precisam tomar.

Portanto, fazer escolhas conscientes exige prática e autodomínio.

O problema do endividamento jovem

Muitos jovens hoje têm restrições cadastrais no CPF. A maioria das dívidas vem de compras no cartão de crédito. Na primeira oportunidade de crédito, muitos não controlam os impulsos e gastam sem medir as consequências. Isso fecha portas em bancos e comércios. Afeta até a possibilidade de alugar ou financiar uma moradia.

Por isso, o endividamento precoce traz consequências duradouras.

Educação financeira e domínio próprio

Educação financeira ajuda, mas o que realmente resolve é o domínio próprio. A mente em Cristo consegue agir com sabedoria. Podemos contar com o Espírito Santo para fortalecer o espírito e fazer sua voz dominar sobre os anseios da carne. É uma luta interna, porém o Espírito Santo nos capacita a vencer.

Ademais, essa vitória não acontece de forma automática.

A orientação da Palavra

A Palavra ensina que devemos trabalhar para comer, e não o contrário. Nunca foi instrução comer primeiro, desfrutar primeiro e depois tentar fechar o buraco feito pela insensatez. A Palavra orienta para que não nos tornemos peso ou vergonha, mas que vivamos com prudência, sabedoria e domínio próprio.

Em resumo, a disciplina financeira é uma expressão de maturidade espiritual.

Que tal hoje agradecer por este dia e pedir ao Espírito Santo que nos ensine, a nós e aos nossos filhos, a ter um relacionamento saudável com as possibilidades financeiras e com os desejos?

Christiane Gallego

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