#132 - Devocional: Eu clamo ou murmuro?
E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós ou não? 15 E Moisés edificou um altar e lhe chamou: O Senhor É Minha Bandeira.
Êxodo 17:7 e 15
O grande problema de Israel no deserto era, sem dúvida, a incredulidade. Eles agiam frequentemente como filhos mimados. Consequentemente, duvidavam a todo momento do agir e do favor do Senhor!
Além disso, o povo demonstrava uma profunda ingratidão. Por causa disso, não guardavam na memória as maravilhas de Deus. Apesar dessa postura, o Senhor continuava fazendo grandes coisas por eles. Ele trouxe a libertação da escravidão e abriu o mar para uma passagem segura. Logo depois, transformou águas amargas em doces e enviou codornas e maná.
Inegavelmente, eles focavam apenas nas circunstâncias difíceis. Assim, murmuravam e geravam contendas constantes. Em resposta a isso, Moisés orava a Deus. Como resultado, o Senhor sempre proporcionava um novo milagre.
Diante desse cenário, fiquei me questionando o motivo. Afinal, parecia que o Senhor esperava a murmuração para finalmente agir. Contudo, a resposta do Espírito Santo é clara e traz muito refrigério.
Certamente, os israelitas poderiam ter clamado ao Senhor em vez de reclamar. Se tivessem pedido essas bênçãos, Deus os atenderia da mesma maneira. Dessa forma, eles tomariam posse do amor divino com alegria.
Em suma, podemos ver que murmuração e clamor são ações totalmente opostas.
Por um lado, a murmuração demonstra uma clara ingratidão. Consequentemente, essa atitude culmina na falta de fé. Por sua vez, a ausência de fé produz dúvidas sobre o caráter de Deus.
Frequentemente, as pessoas esquecem as bênçãos que já receberam. Assim, tornam-se incapazes de entender o agir contínuo e fiel do Senhor. Atualmente, sabemos que a Graça não depende do nosso merecimento. Afinal, desde a queda no Éden, não merecemos o amor do Pai.
Mesmo assim, Ele nos poupou da morte ao nos expulsar do paraíso. Posteriormente, nos livrou da condenação dos pecados através da entrega de Jesus. Por consequência, o esquecimento cega a pessoa na hora de orar. Na verdade, ela acaba duvidando que possa receber algo.
Por outro lado, quem clama demonstra humildade perante Jesus. Igualmente, essa pessoa reconhece sua dependência, o que significa total confiança!
Sem dúvida, nosso Pai não precisa das nossas orações para saber do que precisamos. Inclusive, o texto de Mateus 6:8 confirma exatamente isso. No entanto, Ele se alegra profundamente com o nosso relacionamento. Afinal de contas, a oração é a nossa principal linha de comunicação.
Originalmente, fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Nesse sentido, o objetivo sempre foi termos intimidade com Ele. Portanto, quando nos entregamos em oração, nossa rendição louva a Sua majestade. Sobretudo, revelamos ao Pai nossa dependência através de um posicionamento humilde.
Anteriormente, vimos que o povo questionou a presença de Deus. Porém, após vencerem os amalequitas, Moisés ergueu um altar de adoração. Em seguida, ele o chamou de “O Senhor é a minha bandeira”. Certamente, temos aqui um belo contraste de posturas!
Diante disso, precisamos refletir: somos aqueles que murmuram em dúvida? Ou então, somos os que louvam com o coração cheio de gratidão? Com certeza, um coração grato reconhece que o agir do Senhor é essencial.
Sendo assim, qual bandeira estamos levantando hoje? Por acaso, é a bandeira da murmuração, do desespero e da ansiedade? Infelizmente, essa escolha nos faz olhar apenas para as dificuldades terrenas.
Em contrapartida, será que erguemos a bandeira da fé inabalável? Felizmente, essa postura nos ensina a entregar as circunstâncias a Deus. Dessa maneira, pedimos o Seu domínio e descansamos em Seu favor.
Para concluir, que tal agradecermos juntos por este dia? Portanto, vamos erguer ao Senhor uma verdadeira bandeira de louvor!
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