#142 - Devocional: Não é por obrigação, mas por amor.
“Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta.”
Êxodo 25:2
Há coisas que não sentimos prazer em fazer, mas fazemos mesmo assim. Às vezes, agimos porque somos obrigados. Em outras situações, fazemos algo porque enxergamos os benefícios que isso pode gerar.
Dificilmente um jovem sente prazer ao passar horas estudando para uma prova. Ainda assim, ele estuda porque sabe que essa atividade é importante para o seu futuro.
Por outro lado, como é bom fazer algo porque realmente desejamos! A ação gera prazer e felicidade. Ela nos preenche, e a energia empregada contagia quem está por perto.
Quem gosta de cozinhar, por exemplo, geralmente não se importa com a pia suja depois. Essa pessoa entende que a louça faz parte do processo. O mais importante é compartilhar a refeição com outras pessoas e saborear algo preparado com alegria e amor.
Quando algo é uma obrigação, não podemos negociá-lo. Precisamos fazê-lo independentemente do sentimento que ele produz em nós.
Cada pessoa pode viver essa experiência de uma maneira diferente. Por isso, não devemos permitir que os sentimentos definam nossa obediência. Afinal, eles podem nos enganar.
Como cristãos, temos o amor e o perdão como mandamentos supremos. Essas ordens não são negociáveis. O que podemos escolher é se desejamos seguir o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Se optamos por tê-lo como Senhor, precisamos obedecer às orientações que Ele nos deixou.
Quando orientou a nação de Israel a sair do Egito, o Senhor mandou que os israelitas pedissem ouro aos egípcios, conforme Êxodo 12:35-36.
Deus inclinou o coração dos egípcios. Assim, eles entregaram aos israelitas joias e tudo o que lhes era pedido. Esse ouro, uma espécie de despojo, serviria como sustento para o povo.
Mais tarde, quando os israelitas já estavam no deserto, a caminho da Terra Prometida, o Senhor pediu que entregassem ofertas para a construção do tabernáculo. Ele também orientou detalhadamente como cada objeto deveria ser feito.
Muitos desses objetos seriam cobertos de ouro. Portanto, Deus estava pedindo ao povo que entregasse parte do ouro que havia recebido.
Ofertar o ouro e os demais materiais pedidos pelo Senhor significava confiar nele e em seu poder de provisão.
Por isso, Deus afirmou de modo tão especial e bonito que a oferta deveria ser feita de coração.
O Senhor sempre deu ao povo o que havia de melhor:
Por essa razão, Ele não esperava receber algo sem dedicação. Quando agimos apenas por obrigação, podemos entregar muito menos do que entregaríamos se fizéssemos algo por vontade própria e com amor.
O Pai não queria que o povo repetisse o erro de Caim. Ele não desejava que surgissem novamente sentimentos de rejeição, como aqueles que Caim sentiu ao comparar a aceitação da sua oferta com a oferta de seu irmão Abel.
Assim, Deus orientou o povo a entregar uma oferta de coração. Ele sabia que, dessa forma, receberia o melhor de cada pessoa.
Quando fazemos algo de coração, o tamanho ou a quantidade não são os aspectos mais importantes. O valor está na sinceridade e na dedicação colocadas naquela atitude.
Ainda assim, não podemos usar a expressão “foi de coração” para justificar a falta de empenho. Por isso, o Senhor também disse a Moisés:
“Vê, pois, que tudo faças segundo o modelo que te foi mostrado no monte.”
O Pai tinha um projeto em mente. Ele convocou o povo para ajudar com o coração, mas também determinou que tudo fosse feito conforme a sua orientação.
O inimigo tenta nos diminuir e nos humilhar diante do Pai. Ele procura nos conduzir à mediocridade, ao comodismo e a uma vida superficial.
Mais uma vez, o Espírito Santo toca o nosso coração e nos ensina:
Não importa o tamanho da sua doação ou da sua dedicação, desde que ela seja a expressão fiel do melhor que você pode entregar. É isso que o Pai espera de nós.
Seremos mais felizes e teremos mais liberdade quando entregarmos o nosso melhor em tudo o que nos dispusermos a fazer.
Isso vale para:
Aos olhos do Pai, a intenção do nosso coração tem grande importância. Ele vê todas as coisas.
Por isso, devemos seguir a orientação de Colossenses 3:23-24:
“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo.”
É a nossa oferta de coração que o Senhor recebe. Aquilo que não entregamos com sinceridade e dedicação não expressa verdadeiramente o nosso amor por Ele.
Que tal agradecermos por este maravilhoso dia e pela oportunidade de refletir sobre a maneira como empregamos nossa energia?
Que possamos oferecer ao Senhor, à nossa família e às pessoas ao nosso redor o melhor que temos, não apenas por obrigação, mas com amor e dedicação.
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