Rei Salomão
Assisti a um culto da Igreja Adventista recentemente e fiquei surpreso ao descobrir que o Professor Leandro Quadros, do programa “Na Mira da Verdade”, seria o pregador do dia. Foi uma experiência especial para mim, pois tenho acompanhado seu programa e aprendido muito com ele.
Durante esse culto, o Professor Leandro abordou a extensão da perversão de Salomão, conforme descrito em 1 Reis 11. Ele destacou as entidades às quais Salomão estava cultuando ou sendo conivente por influência de suas esposas, e ressaltou como Deus repreendeu essas entidades, usando adjetivos fortes para descrevê-las.
“Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como o coração de Davi, seu pai,
Porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas.
Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor; e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai.
Então edificou Salomão um alt
oar a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom.E assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses.
Pelo que o Senhor se indignou contra Salomão; porquanto desviara o seu coração do Senhor Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera.
E acerca deste assunto lhe tinha dado ordem que não seguisse a outros deuses; porém não guardou o que o Senhor lhe ordenara.”
1 Reis 11:4-10
Decidi realizar uma pesquisa e reunir informações sobre todas essas entidades e o que elas exigem como oferendas. Essa abordagem facilitará a compreensão do quão grave foi o comportamento de Salomão para que Deus o repreendesse.
Confesso que fiquei chocado com algumas das ofertas mencionadas, que variam desde alimentos até sacrifícios de crianças. É realmente perturbador. 😱
Os cultos à deusa eram frequentemente associados à fertilidade e à produtividade, o que resultava em uma abordagem erótica. Os rituais sexuais em honra a essa divindade eram realizados por homens e mulheres nos bosques, onde um “poste sagrado” esculpido era erguido como símbolo central.
“Porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas.”
1 Reis 11:5
Os costumes religiosos ligados ao deus Milcom se expressavam através da adoração e do culto a essa divindade, que era venerada como o deus dos amonitas. Os rituais envolviam oferendas e sacrifícios, preces específicas direcionadas a esse deus, procissões em sua honra e festivais anuais dedicados a ele.
Algumas características principais associadas ao deus Milcom incluem o ocultismo, a prática de magia negra, a adoração de demônios e espíritos malignos, sacrifícios humanos e animais, idolatria e heresias. Além disso, também está relacionado a práticas sexuais imorais, como a prostituição sagrada.
“Porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas.”
1 Reis 11:5
Quemós, também conhecido como Camos ou Chemosh, era um deus cananeu associado à guerra e à destruição, possivelmente considerado um dos filhos de El e Aserá. Esse deus era especialmente venerado entre os povos moabitas e amonitas.
Era uma prática comum oferecer sacrifícios a Quemós, com destaque para os sacrifícios humanos. Quando a ira divina se manifestava, acreditava-se que somente um sacrifício humano poderia apaziguar a fúria de Quemós e acalmar sua cólera.
“Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom.”
1 Reis 11:7
Moloque era um dos deuses venerados pelo povo amonita, e seu culto era marcado por práticas extremas. O sacrifício de crianças era o ritual mais notório dessa adoração, onde os pequenos eram queimados em fogueiras como oferenda a Moloque. Além disso, o culto a Moloque possivelmente envolvia práticas comuns em outros rituais pagãos, tais como prostituição, imoralidade sexual e idolatria.
“Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom.”
1 Reis 11:7
Amon era um dos oito antigos deuses egípcios que faziam parte do Ogdoad de Hermópolis. No mito da Criação dessa região, ele era considerado o deus do ar, e seu consorte era Ament (Amaunet). Ele é descrito nos Textos da Pirâmide como o criador primitivo, simbolizando a força criativa.
A maioria dos templos seguia um ritual baseado na tradição adotada pelo templo do deus-Sol em Heliópolis, há muito tempo atrás. Nesse ritual, a imagem sagrada era defumada, lavada, untada, vestida e, por fim, presenteada com uma refeição. Uma ampla variedade de alimentos, incluindo carne de gado, peixe, pato, pão, frutas e legumes, era oferecida aos deuses e aos espíritos dos mortos.
“Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom.”
1 Reis 11:7
Ao observar os relatos bíblicos sobre os diferentes deuses mencionados, pode-se perceber as ofertas e rituais específicos associados a cada um deles. É possível imaginar a decepção de Deus ao testemunhar Salomão envolvido nesses cultos pagãos, até mesmo participando de algumas dessas abominações.
Quando Salomão se desviou dos mandamentos de Deus, cedendo aos desejos carnais e rejeitando a adoração exclusiva a Jeová, adotando a idolatria dos povos gentios e praticando ações que provocavam a ira divina, Deus expressou Sua indignação a Salomão. Como consequência, o reino foi retirado de suas mãos e, após sua morte, Israel foi dividido.
“Assim disse o Senhor a Salomão: Pois que houve isto em ti, que não guardaste a minha aliança e os meus estatutos que te mandei, certamente rasgarei de ti este reino, e o darei a teu servo.
Todavia nos teus dias não o farei, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei;
Porém todo o reino não rasgarei; uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi, e por amor a Jerusalém, que tenho escolhido.”
1 Reis 11:11-13
A história de Salomão serve como um poderoso alerta para nós, ao mesmo tempo em que desafia nossas concepções sobre o caráter de Deus. O Deus em quem depositamos nossa fé é justo. Independentemente de como pecamos ou nos opomos a Ele, Ele permanece misericordioso e disposto a nos perdoar.
Revisão de texto feita por Roberta Fernanda Gomes Tamanaha.
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