O culto de Salomão aos deuses pagãos
Recentemente, assisti a um culto da Igreja Adventista e fiquei surpreso ao descobrir que o Professor Leandro Quadros, do programa “Na Mira da Verdade”, seria o pregador do dia. Como acompanho o programa e aprendo muito com ele, tive uma experiência muito especial.
Durante aquele culto, o professor abordou a extensão da perversão de Salomão, conforme descrito em 1 Reis 11. Ele destacou as entidades que Salomão cultuava — ou tolerava — influenciado por suas esposas, e ressaltou a severidade com que Deus repreendeu essas práticas.
O texto bíblico é claro sobre esse declínio espiritual: “Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como o coração de Davi, seu pai” (1 Reis 11:4).
Salomão seguiu a Astarote, Milcom, Quemós e Moloque, construindo altares para essas divindades. Por causa dessas atitudes, Deus indignou-se profundamente. Decidi, então, realizar uma pesquisa para entender melhor quem eram essas entidades e o que exigiam como oferendas, pois compreender a natureza desses cultos torna o pecado de Salomão ainda mais grave. Fiquei chocado ao descobrir que as ofertas variavam de alimentos a sacrifícios humanos. Vamos analisar cada uma delas:
Os cultos a Astarote vinculavam-se frequentemente à fertilidade e produtividade. Por isso, geravam uma abordagem altamente erótica. Homens e mulheres realizavam rituais sexuais nos bosques, onde também erguiam um “poste sagrado” como símbolo central do culto.
“Porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas.”
1 Reis 11:5
Venerado como o deus dos amonitas, o culto a Milcom envolvia sacrifícios, preces específicas, procissões e festivais anuais. Suas práticas incluíam ocultismo, magia negra, adoração a demônios, sacrifícios humanos e animais, além da prostituição sagrada.
“Porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominação dos amonitas.”
1 Reis 11:5
Quemós era um deus cananeu conectado à guerra e à destruição. Os moabitas acreditavam que, quando a ira divina se manifestava, apenas um sacrifício humano poderia apaziguar a cólera dessa divindade.
“Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom.”
1 Reis 11:7
Este era, talvez, o culto mais extremo entre os mencionados. O sacrifício de crianças era o ritual mais notório: os pequenos eram queimados em fogueiras como oferta. Além disso, o culto possivelmente envolvia imoralidade sexual e idolatria.
“Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom.”
1 Reis 11:7
Amon era um dos oito deuses antigos do Egito. Descrito como o deus do ar e força criativa, seu ritual era baseado na tradição do deus-Sol. Os fiéis ofereciam uma ampla variedade de alimentos, como carne, peixe, pato, pão, frutas e legumes, à imagem sagrada da divindade.
“Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom.”
1 Reis 11:7
Ao observar esses relatos, percebemos a decepção de Deus ao testemunhar Salomão envolvido em tais práticas. Salomão cedeu aos desejos carnais, rejeitou a adoração exclusiva a Jeová e adotou o paganismo. Como consequência direta, Deus retirou o reino das mãos de Salomão. Embora não tenha feito isso nos dias em que ele viveu, por amor a Davi, o reino foi dividido logo após a morte de Salomão.
“Assim disse o Senhor a Salomão: Pois que houve isto em ti, que não guardaste a minha aliança e os meus estatutos que te mandei, certamente rasgarei de ti este reino, e o darei a teu servo.
Todavia nos teus dias não o farei, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei;
Porém todo o reino não rasgarei; uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi, e por amor a Jerusalém, que tenho escolhido.”
1 Reis 11:11-13
Esta história serve como um alerta poderoso para todos. Além disso, ela desafia nossas concepções sobre o caráter de Deus. Embora Ele seja justo e se indigne diante da idolatria e do pecado, Ele permanece misericordioso, sempre pronto a perdoar aquele que se arrepende. Portanto, que a vida de Salomão nos ensine a importância da fidelidade e da vigilância espiritual constante.
Revisão de texto feita por Roberta Fernanda Gomes Tamanaha.
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