Devocional #149: Quem é do Senhor, venha até mim!
“Vendo Moisés que o povo estava desenfreado, pois Arão o deixara à solta para vergonha no meio dos seus inimigos, pôs-se em pé à entrada do arraial e disse: ‘Quem é do Senhor venha até mim’. Então, se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.”
Êxodo 32:25-26
Quantos de nós, ao ouvir esse chamamento de Moisés, lembramos da infância? Quando estávamos em grupo, queríamos decidir alguma brincadeira. Então, alguém se levantava e chamava em alta voz, com uma mão à frente e a palma virada para baixo:
“Quem quer brincar coloca o dedo aqui!”
Assim, formavam-se os times ou escolhiam-se as brincadeiras entre as crianças.
Moisés, porém, estava diante da degradação do povo. Por isso, decidiu identificar aqueles que ainda permaneciam firmes no propósito. Eram pessoas que, mesmo em meio às tempestades, continuavam dispostas a lutar até o fim.
Além disso, eram pessoas que não perdiam o foco. Mantinham-se tementes e cheias de fé. Afinal, carregavam em si a certeza daquilo que haviam ouvido no passado.
Por esse motivo, não precisavam, como crianças, de um novo lembrete a todo momento. A voz do Senhor ecoava em seus corações e, dessa forma, isso lhes bastava.
O povo, inconstante e ingrato, uniu-se em uma grande falácia. Enquanto um contaminava o outro, todos formaram uma massa que manifestava fraqueza de fé e falta de esperança.
Entretanto, essa ignorância foi disfarçada de uma certeza perigosa:
“Faça-nos outro deus. Precisamos de qualquer coisa que nos guie.”
Na verdade, eles queriam um aval para continuar praticando os costumes idólatras do passado. Eram práticas abomináveis e marcadas pela depravação.
Arão, contudo, em vez de guiá-los, assentiu. Assim, produziu aquilo que o povo desejava e alimentou os seus vícios.
Arão não apenas produziu um falso deus para a idolatria. Além disso, construiu um altar para que o povo consumisse sua maldade e sua ignorância.
Depois, satisfez-se com uma justificativa inglória:
“Eles estavam felizes!”
Misericórdia!
Que o nosso Senhor nos proteja de encontrar satisfação em nossa própria ignorância. Da mesma forma, que Ele nos livre de justificar a nossa infidelidade.
A Palavra Sagrada promove vida e liberdade. Ela traz esperança quando não há luz e, além disso, oferece forças quando parece que tudo ruiu.
Também promove amor quando a solidão desola e nos coloca no deserto. Ao mesmo tempo, oferece água aos sedentos e alimento aos famintos.
A Palavra promove, ainda, companheirismo e fortalecimento. Tudo isso acontece quando reconhecemos que a voz de Deus e os seus mandamentos são muito melhores para nós.
Por isso, é imprescindível negar os impulsos da carne limitada. Precisamos rejeitar os vícios, os achismos e a idolatria.
Além do mais, devemos render-nos ao Senhor e buscar viver em constante vigilância. É necessário manter a lamparina acesa.
Quando ela se apaga, todas as formas se confundem. Consequentemente, o mal se aproveita da escuridão.
Moisés permaneceu quarenta dias com Deus. Enquanto isso, o povo começou a acreditar que precisava de outro deus.
Eles haviam misturado a liderança de Moisés com a presença do Senhor que os conduzia. Portanto, quando Moisés se ausentou, pensaram que também estavam sem direção.
O maior problema, entretanto, não estava na dúvida. Afinal, aquele povo estava conhecendo e reconstruindo a sua fé no Deus de seus antepassados: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.
O problema estava na negligência de Arão. Ele havia acabado de ser consagrado sacerdote de Deus. Por isso, sua responsabilidade era guiar o povo pela luz da sabedoria e da fé.
Por esse motivo, Moisés precisou tomar uma atitude drástica. Ele eliminou aqueles que haviam se rebelado.
A situação pode ser comparada a uma laranja mofada no meio de outras. Nesse caso, é preciso retirá-la para que não contamine as demais.
Da mesma forma, nós nem sempre estaremos em um momento em que teremos alguém para nos guiar. Também pode acontecer de não conseguirmos ouvir claramente a voz de Deus.
O silêncio na noite escura do deserto pode ser assolador. Ainda assim, antes de darmos ouvidos às vozes torpes que bagunçam os nossos pensamentos, precisamos clamar pelo Espírito Santo.
O Espírito Santo é o nosso Conselheiro, Amigo e Deus Fiel. Portanto, Ele não nos abandona nem negligencia a sua presença em nossa vida.
Somos completamente dependentes dEle. Além disso, o Espírito Santo não permite que nos esqueçamos da voz do Pai.
Nosso Senhor Jesus prometeu a sua companhia redentora, conforme está escrito em João 14:26. Assim, podemos confiar que não estamos sozinhos em nossa caminhada.
Não podemos nos iludir com a falácia do mundo. Ela costuma usar como métrica a seguinte justificativa:
“Se te faz feliz, está certo.”
Não! Tenha cuidado.
Afinal, se algo traz felicidade, mas não está de acordo com aquilo que Jesus Cristo ensina, então não serve para nós.
O nosso Senhor Jesus continua sendo o mesmo que esteve com Deus Pai na criação. Hoje, porém, Ele está conosco por meio do seu Espírito Santo.
Que tal agradecermos hoje por este lindo dia?
Além disso, peçamos que o Espírito Santo nos conduza na fé e na certeza do seu amor transformador.
Que a nossa lamparina permaneça acesa. Dessa forma, a voz do Senhor continuará ecoando em nossos corações.
Quem é do Senhor, venha até mim!
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