Devocional #005 – Quanto custa?
Hebreus 12:2 Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a […]
Eu o louvarei por causa das coisas que ele tem feito; os que são perseguidos ouvirão isso e se alegrarão.
Salmos 34:2 NTLH
Você certamente já ouviu dizer que, ao presenciar alguém sendo eletrocutado, não se deve tocá-lo diretamente. Nesse contexto, para ajudar, é fundamental usar um material isolante; caso contrário, a corrente elétrica passará fatalmente por você também.
Deus nos enxerga, acima de tudo, como potenciais meios condutores de Suas boas novas. Por essa razão, a timidez é condenada biblicamente. Esse perfil isola o indivíduo e, consequentemente, impede que as boas novas do Senhor alcancem o próximo, travando a propagação de Sua obra.
Entretanto, quantas vezes, ao relatar uma experiência pessoal, alguém lhe respondeu: “Puxa, é exatamente o que acontece comigo”? É dessa forma que damos vazão à voz do Senhor. Tornamo-nos fontes de Sua energia, conduzindo Seu amor e temor por onde passamos. Davi, no Salmo 34, tinha plena consciência disso: ao compartilhar as bênçãos de Deus, ele energizava e revigorava quem o ouvia.
Consolo, alegria e fortalecimento surgem, primordialmente, da identificação. O ato de compartilhar nossas vivências com Deus permite que as pessoas ao redor compreendam a voz do Senhor que já falava com elas. Assim, elas se alegram na esperança e continuam caminhando no caminho iluminado.
Além disso, a energia se propaga por meio de ondas. Nós somos, um a um, átomos que funcionam como essas ondas, compartilhando nossa fé e a força de Deus. Através dos mais diversos testemunhos, pessoas em situação de fraqueza percebem que sua condição não é, de modo algum, uma exceção. Consequentemente, o sentimento de isolamento é dissipado, dando lugar ao conforto e ao acolhimento. A pessoa compreende, enfim, que sua existência não foi negligenciada.
As Escrituras frequentemente condenam a timidez, pois ela é uma artimanha do inimigo para impedir que a verdade salvadora do agir de Deus se propague. Em Marcos 8:38, Jesus afirma: “Portanto, se nesta época de incredulidade e maldade alguém tiver vergonha de mim e dos meus ensinamentos, então o Filho do Homem, quando vier na glória do seu Pai com os santos anjos, também terá vergonha dessa pessoa.” Essa passagem revela, portanto, o peso da timidez e como ela, efetivamente, bloqueia o conhecimento de Deus.
Por outro lado, uma faceta importante da gratidão está na ousadia. Ela reside no desejo profundo de exibir as bênçãos do Senhor em nossas vidas. O contrário disso é, indubitavelmente, ingratidão.
Há muitas pessoas ao nosso redor que ainda não conhecem a expressão de Jesus como nós, cristãos. Muitas, aliás, estão presas em entendimentos limitados que as impedem de ver Jesus como o único e suficiente Salvador.
Para essas pessoas, o testemunho grato sobre o agir e o amor de Deus pode ser a chave que destranca o cativeiro da incredulidade. Podemos, portanto, abrir as portas para a salvação de alguém apenas vivendo nossa própria vida como um espelho e exemplo do agir maravilhoso de Deus Pai.
Em resumo, que possamos declarar com alegria e convicção, como Davi, que louvamos o Senhor para sempre. Que tenhamos a mesma certeza de que, ao compartilharmos, os perseguidos ouvirão e, finalmente, se alegrarão.
Christiane Gallego setembro 20, 2023
Hebreus 12:2 Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a […]
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