Devocional #017 – Um passeio
Como é, então, que estou vendo quatro homens andando soltos na fornalha? perguntou o rei. Eles estão passeando lá dentro, sem sofrerem nada. E o quarto homem parece um anjo. […]
Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês.
Mateus 7:7
Reformar uma casa é sempre um desafio. Para alguns, transformar um ambiente fascina, mas, para outros, o processo assusta. Quando compramos nossa casa, ela era velha. A disposição dos cômodos não nos atendia, mas a localização e o tamanho nos fizeram enxergar possibilidades.
Vislumbrar o potencial não impediu que a obra fosse trabalhosa. Tivemos surpresas, passos para frente e alguns retrocessos; tivemos nossa paciência e confiança testadas. Mudamos o projeto algumas vezes, fizemos melhorias e medimos os espaços novamente. Caminhamos conforme o orçamento permitia e, por isso, ainda realizamos ajustes constantes. Passamos meses na reforma bruta e, dois anos depois, o trabalho continua. O orçamento, ou seja, os recursos que temos, dita a marcha do trabalho.
Se reformar uma casa exige tanto empenho, imagine reformar nossa personalidade e conduta. Também caminhamos de acordo com os recursos disponíveis. Somos como uma casa que precisa de reparos constantes. Precisamos de revisão, ajustes e, muitas vezes, de renovo, cuidando sempre das estruturas que alicerçam a construção.
Se somos uma casa nova, como é o caso de crianças e jovens, precisamos apenas de acabamento. O fino trato é a parte mais cara de uma obra. Crianças e jovens absorvem novos conhecimentos e aprendizados com facilidade. Eles precisam conhecer seu potencial para receber o acabamento de fé, que molda as janelas da alma e coloca um telhado forte.
Eles precisam de bons serventes, ou seja, de um ambiente que proporcione crescimento conforme Jesus ensina. Precisam de pais que orem, intercedam e ensinem o caminho reto para Jesus, com valores éticos e morais. Esse reforço nos alicerces permite que a construção suporte mais andares, permitindo que cresçam para serem, conforme o Salmo 112:2, “uma geração abençoada, de homens íntegros”.
Já nós, muitas vezes “casas velhas”, precisamos restaurar nossos alicerces. É necessário trocar encanamentos, revisar a fiação elétrica e planejar os ambientes novamente. Esse trabalho requer amor, dedicação e disciplina. O Senhor garante que o resultado virá. Ele disse a Jairo para não ter medo e apenas ter fé (Marcos 5:35-43), mostrando que, independentemente das tempestades, o poder de Deus age em nosso favor.
Essa compreensão é o concreto que deve existir em nossas estruturas. Isso nos sustenta durante as mudanças, embelezando nosso ser com empatia, generosidade e paciência. Desenvolvemos, assim, os frutos do Espírito Santo.
Manter essa obra exige empenho constante, mas o Espírito Santo, nosso auxiliador, inscreve a lei do Senhor em nosso coração. Isso garante que não nos desviemos e sejamos sempre avivados no amor e na fé. Que tal meditarmos hoje sobre o que precisa ser reformado em nós? Tenha coragem para iniciar essa boa obra. Nosso Senhor Jesus afirma que todo aquele que o procura encontra, e esse é o ânimo necessário para iniciar a trajetória de mudanças.
Marcado como: Devocionais.
Christiane Gallego outubro 30, 2023
Como é, então, que estou vendo quatro homens andando soltos na fornalha? perguntou o rei. Eles estão passeando lá dentro, sem sofrerem nada. E o quarto homem parece um anjo. […]
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