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Devocionais

Devocional #022 – Não fui eu

Christiane Gallego novembro 21, 2023 168


Fundo
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Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais ; nem o presente, nem o futuro; 39 nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.

Romanos 8:38

O merecimento não parte de nós. Nossas obras não nos tornam dignos perante Ele. Tampouco nossas escolhas ditaram a decisão do Pai.

Essas verdades são ricas e maravilhosas. Contudo, elas são difíceis de compreender. Nossa maneira egoísta de lidar com o amor nos faz padronizar nossas entregas pelo que recebemos em troca. Quando amamos quem nos ama, não praticamos o amor real. Agimos por reciprocidade, buscando conforto ou retorno.

A limitação da visão humana

Você pode pensar: “Mas eu amo os meus inimigos”. No entanto, esse pensamento enganoso desmorona quando ponderamos sobre o perdão. Amar um inimigo que não nos afeta pessoalmente é um ideal. Amar de verdade exige prática. Se amássemos genuinamente, o mundo não estaria mergulhado em discórdia, laços rompidos e indiferença.

É simples perceber que falhamos nessa matéria. A nossa reflexão hoje, porém, caminha na direção oposta. Queremos focar na fala de Paulo em Romanos. Ele nos mostra que nenhuma condição pode cancelar o amor de Deus por nós.

A natureza perene do amor divino

Os versículos citados explicam aos cristãos em Roma que somos todos iguais perante o Pai. Nenhuma lei anterior nos tornava elegíveis. Recebemos essa graça apenas pelo dom que vem de Deus.

Paulo nos lembra algo atemporal: o amor de Deus é perene e imutável, pois Ele é fiel aos seus desígnios. Esse amor transcende o conhecimento humano. Ele ultrapassa a vida, a morte e a nossa localização. Nada — seja o tempo, o futuro ou poderes celestiais — limita esse amor.

Deus emana essa energia para toda a criação. Ela vibra numa frequência que ultrapassa barreiras e liga os planos material e espiritual. O amor de Deus é etéreo, existindo pela vontade e poder do Criador. É um dom gratuito, sem ligação com nossas atitudes ou crenças.

Graça, escolhas e consequências

O amor de Deus é justo. Por isso, não estamos isentos das consequências de uma semeadura ruim. Pelo contrário, Ele nos ama tanto que permite que enfrentemos os efeitos de nossas escolhas. Escapar dessas consequências criaria um cenário de soberba e ingratidão. Isso contraria o propósito divino para nós.

A cantora Nívea Soares expressa isso na música “Teu amor não falha”, quando diz: “Nada vai me separar, mesmo se eu me abalar, teu amor não falha”. Mesmo diante de falhas, mesmo quando nos percebemos indignos, a fidelidade de Deus nos alcança. Ele age como o pai que espera o retorno do filho pródigo.

O caminho da fé

Viver na obediência e no temor é o melhor caminho para absorver a Graça de Deus. É assim que aprendemos sobre a vida, preparando-nos para o retorno ao lar na eternidade.

Se formos desobedientes ou negligentes, isso não significa que Ele não nos ame. Jesus veio justamente para os doentes, e todos nós temos essa condição. A única diferença entre nós é a escolha de segui-lo. Buscamos a evolução diária no amor para nos aproximarmos dessa energia divina.

Precisamos entender que a nossa desobediência dificulta apenas uma coisa: a capacidade de perceber e receber esse amor. A salvação vem da justificação pela Graça redentora em Jesus Cristo. Ela está disponível, mas requer a nossa aceitação por meio da fé. Sem fé, não há caminho, pois a justificação é um presente gratuito. O amor de Deus permanece latente, pronto para nos redimir, independentemente de nossa jornada até aqui.

Que tal hoje orarmos em gratidão pelo Amor incondicional de Deus?

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