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Devocionais

Devocional #026 – Él Caná – Deus Zeloso

Christiane Gallego novembro 27, 2023 180


Fundo
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O Senhor Deus diz:Mas agora voltem para mim com todo o coração,jejuando, chorando e se lamentando.

Joel 2:12

O apóstolo Paulo, em Gálatas 5:17, descreve uma luta intensa dentro de nós. Basicamente, nossa carne e nosso espírito entram em conflito constante. Esse embate, por sua vez, nos impede de alcançar o que desejamos em nossa caminhada cristã. Além disso, nos versículos 19 a 21, Paulo identifica os “frutos da carne” e nos exorta a evitar essas práticas. Portanto, o objetivo principal é nos santificarmos e darmos liberdade ao Espírito Santo para frutificar em nós.

A Origem do Jejum na Bíblia

Essa explicação justifica o hábito do jejum espiritual. Primeiramente, o relato bíblico situa o início dessa prática com Moisés. Ele se consagrou durante 40 dias e 40 noites no monte. Dessa forma, a graça de Deus o manteve vivo até que ele recebesse as tábuas com os dez mandamentos.

Naquele momento, Deus deu instruções específicas sobre fidelidade e obediência. Consequentemente, Ele ordenou uma postura correta ao povo, pois é um Deus zeloso. Contudo, não foi o Senhor quem pediu o jejum a Moisés inicialmente. O profeta, em devoção e consagração total, absteve-se de qualquer atividade e alimento. Desse modo, ele evitou distrações para focar exclusivamente no serviço de escrever as palavras de Deus.

O Retorno ao Coração de Deus

O profeta Joel, no capítulo 2, versículo 12, traz a voz do Senhor para nós. Nesse sentido, Ele nos orienta a retornar ao estágio inicial da criação. Devemos viver em amor, aliança e fidelidade para reconhecermos Deus como nosso único Senhor.

Para alcançar isso, a orientação bíblica é jejuar e cultivar um coração humilde. O jejum, o choro e o pranto demonstram um coração despojado das vaidades do mundo. Assim, retornamos ao Senhor como sua propriedade e criação. Por intermédio de Jesus, consolidamos nossa posição como filhos de Deus.

O Jejum como Ferramenta de Sensibilidade

Nossos desejos ocupam muito espaço em nossa mente e geram distrações constantes. Entretanto, ao observar o contraponto do jejum, reconhecemos o prazer que determinadas situações exercem sobre nós. Isso revela, na prática, o domínio que tais coisas possuem sobre nossas vidas.

Ao propor um jejum alimentar — ou de qualquer outra natureza —, percebemos nossa carência por algo. Ou seja, comprovamos o domínio profundo daquilo sobre nosso ser. Quando direcionamos nosso foco para o agir do Espírito Santo, superamos a privação da carne e fortalecemos o espírito.

Fé e Direcionamento Espiritual

Em Mateus 17:15-21, os discípulos não conseguem libertar o endemoniado. Por outro lado, Jesus explica que o insucesso ocorreu devido à pequenez da fé deles. Ele afirma que tal fé precisava ser fortalecida através de jejum e oração.

Essa afirmação do mestre justifica o propósito real do jejum. Portanto, ao remover as distrações causadas pela carne, vivemos outro nível de atenção. Isso abre nossos ouvidos nas orações. Como resultado, tornamo-nos sensíveis à voz do Espírito Santo, que nos direciona e fortalece nossa fé.

O jejum deve estar ligado a um propósito espiritual claro. A renúncia a algum prazer permite que nosso espírito — frequentemente negligenciado pela vida terrena — cresça e se revigore na presença de Deus. Por fim, a reverência ao orar deve ser o fio condutor dessa prática.

Busque em Deus o direcionamento: o que renunciar e por quanto tempo? O Espírito Santo revelará o que rouba sua atenção. Apesar de essa prática não ser fácil, os frutos da semeadura do Espírito serão abundantes. Que tal agradecermos a Deus por este dia?

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