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Devocionais

Devocional #121 – Não tenho tempo

Christiane Gallego maio 23, 2026 6


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A voz do Faraó em nossas vidas

A expressão “voz do Faraó em nossas vidas” nos ajuda a entender como a falta de tempo, o peso do trabalho e as preocupações constantes podem nos afastar de Deus sem que percebamos.
Este texto é para quem ama ao Senhor, mas sente que vive sobrecarregado, distraído e distante da presença de Deus.
A partir de Êxodo 5:9, vamos refletir sobre como o inimigo usa as circunstâncias para nos prender em cativeiros internos – e como Jesus, o Bom Pastor, nos chama de volta ao primeiro amor.

Êxodo 5:9 – “Agravesse o serviço sobre estes homens, para que se ocupem nele e não confiem em palavras de mentira.”


A falta de tempo e o peso do serviço

Hoje, uma das maiores queixas das pessoas é a falta de tempo.
Vivemos conectados o tempo todo, e por isso nossa mente raramente descansa das preocupações.

Muita gente dorme com o acesso à internet ligado no celular.
Aquilo que deveria ser apenas um telefone se transforma em um capataz, nos lembrando o tempo inteiro de que não podemos parar, não podemos “ficar à toa”.

A loucura é tanta que, muitas vezes, depois de um dia cheio de afazeres, pegamos o celular “para relaxar”.
Talvez você já tenha pensado: “Vou olhar só um pouquinho e aí me acalmo”.
Mas esse pensamento é controverso: em vez de descansar em Deus, buscamos distração em uma tela.


Faraó, Moisés, Arão e a estratégia de distração

Quando Moisés e Arão vão falar com o Faraó pela primeira vez, ele se enfurece.
Em resposta, ordena aos superintendentes e capatazes que tornem o trabalho do povo ainda mais difícil.

A justificativa de Faraó é clara: quanto mais ocupados eles estivessem, menos pensariam em Deus.
Essa é uma estratégia de distração.

É curioso como o Faraó se parece com o que nós mesmos fazemos conosco hoje.
Faraó deu voz ao inimigo com essa ordem.
Deus já havia preparado Moisés, dizendo que endureceria o coração de Faraó, mas as atitudes do rei revelam o oportunismo do maligno: usar a dor e a aflição para impedir o povo de associar Deus a algo bom.


Quando as bênçãos viram motivo de ingratidão

Muitas vezes, o que Deus nos deu como bênção é deturpado pelo inimigo, e nós passamos a reclamar em vez de adorar.

Alguns exemplos:

  • Você ora para ter filhos, mas depois deixa de ir à igreja porque é difícil estar com criança pequena no culto.
  • Você ora por um emprego melhor remunerado, mas aceita um trabalho com apenas uma folga no mês e passa a reclamar que está cansado e sem tempo para nada.
  • Você ora por uma casa maior, mas começa a murmurar porque agora há mais coisas para limpar e isso acaba com sua energia.

Quantas são as bênçãos concedidas por Deus que o inimigo tenta transformar em motivo de ingratidão, ao invés de louvor ao Senhor?
E quantas vezes tomamos decisões guiados pelos nossos desejos, e não pela voz de Deus, e isso nos leva a situações que nos afastam do Senhor sem que percebamos?


A voz do Faraó e o endurecimento do coração

Na maioria das vezes, a “voz do Faraó” em nossas vidas somos nós mesmos.
Sem notar, passamos a falar para nós aquilo que endurece o nosso coração.

Nossas vaidades e nosso orgulho nos fazem acreditar que temos mais controle sobre nossas preocupações e circunstâncias do que Deus Pai.
Assim, vamos sendo endurecidos e cegados dentro dessas vaidades, presos em um cativeiro para o qual o inimigo nos conduz sorrateiramente.

Nesse estado, começamos até a duvidar do que Deus já nos revelou em outros momentos.
Foi o que ocorreu com Moisés, que questionou ao Senhor por que Ele o havia enviado, se ainda não tinha livrado o povo de suas angústias (Êxodo 5:20–30).


O inimigo e o cativeiro das circunstâncias

Perceba: o inimigo, em si, muitas vezes não precisa “fazer” nada espetacular.
Ele se aproveita das circunstâncias para nos conduzir a cativeiros internos.

Ele não precisa criar grandes armadilhas.
Basta aumentar o “volume” da nossa carne em nossa mente – desejos, ansiedade, orgulho, medo.
Todo o resto, na maioria das vezes, nós mesmos fazemos.


O poder do Bom Pastor e o retorno ao primeiro amor

Mas o inimigo não conta com o poder imensurável de Jesus Cristo.
A voz do Bom Pastor jamais é esquecida ou confundida por suas ovelhas.

Hoje, podemos fazer um exercício sincero: olhar para dentro de nós e identificar quanto espaço temos dado para ouvir a voz de Deus em nossas vidas.
Se percebermos que esse espaço está pequeno diante do espaço que o “mundo” ocupa em nós, é hora de voltar ao primeiro amor.

Podemos pedir ao Espírito Santo de Deus que nos perdoe e nos mostre o caminho de liberdade.
E devemos nos preparar, porque certamente Ele vai nos pedir alguma mudança. Aleluia!


Conclusão: comece com gratidão

Que tal hoje iniciarmos nossa conversa com o Pai agradecendo?
Agradecer pelas bênçãos, pelo cuidado, pelo livramento e, inclusive, por Ele nos mostrar onde a “voz do Faraó” tem sido mais alta do que a voz de Deus em nossas vidas.

A partir dessa gratidão sincera, peça direção, discernimento e coragem para ajustar aquilo que precisa ser mudado.
Assim, passo a passo, você sai do cativeiro das circunstâncias e volta a experimentar a liberdade e o amor do Bom Pastor.

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