Devocional #143: Nos mínimos detalhes
Farás o tabernáculo “Farás o tabernáculo, que terá dez cortinas, de linho retorcido, estofo azul, púrpura e carmesim; com querubins, as farás de obra de artista. O comprimento de cada […]
Algumas traduções da Palavra Sagrada usam a expressão “bronze”. Outras preferem “cobre”. Considerando a época, “cobre” parece ser o termo mais adequado. O bronze surgiu muito depois de Cristo e contém cobre em sua composição.
Portanto, o material usado nos utensílios do altar era o cobre. João também parece ter visto esse material nos pés de Jesus, conforme relatou em Apocalipse.
O cobre é um metal nobre e possui alto poder antimicrobiano. Por isso, ainda hoje, a área da saúde utiliza esse metal. Os egípcios já aplicavam o cobre em ferimentos para desinfetá-los. Além disso, usavam vasilhas de cobre para purificar a água destinada ao consumo.
Assim, podemos entender por que Deus escolheu o cobre para os utensílios do altar. Na Palavra, esse metal aparece associado ao julgamento e à purificação diante do pecado.
“Dos quatro cantos farás levantar-se quatro chifres, os quais formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de bronze.”
Êxodo 27:2
Na descrição da construção do altar, Deus ordenou que os chifres dos quatro cantos fossem feitos de cobre.
Quem segurava esses chifres encontrava segurança. Afinal, aquele era um lugar de refúgio. O altar era santo e sagrado. Nele, aconteciam a purificação e o perdão por meio do sacrifício. Esse sacrifício representava a ira de Deus contra o pecado.
Ao segurar os chifres, a pessoa declarava publicamente o seu medo. Ao mesmo tempo, reconhecia que pertencia ao Senhor. Por isso, nenhum mal poderia alcançá-la naquele lugar. Ninguém ousava violar o altar.
Assim, a purificação também trazia refúgio e proteção.
O altar de cobre não se contaminava com os pecados e os erros de ninguém. O sacrifício e o sangue derramado removiam todo o mal.
Em 1 Reis 1:50, Adonias sentiu medo de Salomão. Por isso, correu até o altar e segurou os seus chifres. Quando soube disso, o rei o julgou e depois o perdoou.
Esse episódio mostra que os chifres do altar representavam um lugar de proteção e refúgio para quem buscava misericórdia.
O Senhor Jesus se tornou o nosso sacrifício. Seu sacrifício permanece eterno e único. Portanto, não precisamos derramar outro sangue para receber purificação.
Quando nossas mãos, cheias de medo, culpa e arrependimento, alcançam o Senhor, encontramos refúgio. Ele nos purifica por meio da sua graça e da sua misericórdia.
João relatou sua visão sobre Jesus em Apocalipse 1:14-15. O corpo do Senhor estava coberto, mas seus pés permaneciam visíveis. Eles pareciam feitos de cobre polido e reluzente.
Essa imagem mostra que o nosso Senhor é o Cordeiro puro e santo, que se entregou por nós. Seus pés pisaram nesta terra cheia de pecado, mas não se contaminaram. Nenhuma mácula apareceu em Jesus.
Por isso, seu sangue derramado tornou-se propiciação diante de Deus por causa das nossas falhas. Ele venceu o pecado e a morte.
Além disso, Jesus deu autoridade a todos os que se aproximam dele e declaram que lhe pertencem. Assim como acontecia com aqueles que seguravam os chifres do altar, podemos caminhar sobre esta terra sem nos contaminar. Podemos permanecer santos e protegidos.
Como está escrito em Lucas 10:19, podemos pisar em serpentes sem que nenhum dano nos alcance. Aleluia!
Nosso Senhor Jesus nos deu acesso ao Santo dos Santos. Por meio dele, podemos contemplar a glória de Deus.
Antes disso, porém, Jesus purifica e protege todos aqueles que se tornam sua propriedade. Ele se tornou o refúgio dos seus.
Ele é o nosso Bom Pastor. Por isso, nenhuma ovelha fica sem abrigo.
Neste dia, aproximemo-nos do altar sagrado do nosso Pai, que é Jesus.
Além disso, agarremo-nos a ele e mostremos a todos que pertencemos ao Senhor. Assim, nossos medos desaparecerão, porque estaremos seguros junto ao único que pode nos salvar e libertar.
Um dia, na eternidade, também poderemos contemplar, como João, os seus pés de cobre reluzente.
Agradeçamos juntos por este dia redentor.
Que possamos reconhecer o sacrifício de Jesus, buscar nele o nosso refúgio e permanecer firmes em sua presença.
Marcado como: Êxodo.
Christiane Gallego agosto 6, 2026
Farás o tabernáculo “Farás o tabernáculo, que terá dez cortinas, de linho retorcido, estofo azul, púrpura e carmesim; com querubins, as farás de obra de artista. O comprimento de cada […]
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