Devocional #152: Sob escombros
Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor, e em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
Romanos 10:9
Quando bombeiros participam de uma missão de resgate, especialmente em meio a escombros, eles procuram vidas, ou seja, pessoas vivas. Podem encontrar pessoas mortas em decorrência de uma tragédia, mas seu empenho é salvar vidas.
Diante de uma situação assim, esses profissionais usam seus conhecimentos para se orientar. Eles retiram o entulho aos poucos, até encontrar qualquer sinal de vida.
Se a pessoa acidentada conseguir pedir ajuda ou produzir algum som, o resgate poderá acontecer com muito mais facilidade.
É verdade que Deus não precisa da nossa ajuda para nos salvar. Ele sabe exatamente onde estamos e como nos encontramos. Porém, se permanecermos calados sob os escombros da vida, o resgate se tornará mais difícil.
Podemos nos esconder debaixo dos entulhos das nossas vergonhas. Também podemos cavar ainda mais fundo no abismo de certezas e vaidades equivocadas. No entanto, o Espírito Santo não nos obriga a sair.
O Espírito Santo pode falar aos nossos ouvidos e trazer à nossa memória a Palavra de Deus. Assim, Ele restaura a comunhão com o nosso espírito e nos convence de que seu amor por nós vale muito mais do que qualquer certeza que possamos ter.
Ele não nos obriga a nada, embora se entristeça com a nossa dor.
Debaixo dos destroços, cheios de machucados, sentindo dores para respirar, fome e frio, podemos ficar apavorados com a situação. Nesse momento, é bem possível que o sujo venha com suas agulhas para transtornar a nossa mente.
Ele pode dizer que tudo chegou ao fim. Pode afirmar que ninguém virá nos buscar, porque não merecemos o resgate. Também pode tentar nos convencer de que não existe outra chance e de que tudo foi uma mentira.
Ele tentará nos fazer fechar os olhos. Dessa forma, buscará enfraquecer as nossas forças. Mas o Espírito Santo caminha acima dos escombros e continua nos chamando!
Ele retira pedra por pedra com as próprias mãos. Enquanto isso, diz que chegou a hora de viver. Ele nos chama a abrir os olhos e clamar mais uma vez!
Mesmo com a voz muito fraca, ainda podemos confessar que Jesus Cristo é o nosso Senhor. Podemos declarar que cremos nele, no Deus que se fez homem, morreu na cruz e ressuscitou ao terceiro dia para a nossa salvação.
Então, o Espírito Santo nos afirma, com uma promessa garantida, que Ele nos tira dos escombros sem nenhum machucado: sarados, libertos, aceitos e amados. Aleluia!
O cão faz nossos olhos enxergarem ilusões. Também faz a nossa mente acreditar que o entulho entre nós e Deus é tão denso que nada pode nos salvar.
Ele age assim para confundir os nossos ouvidos e impedir que escutemos a voz do nosso Bom Pastor, que nos chama.
O amor redentor do Pai nos atrai até Ele. Do mesmo modo, o pastor sai para buscar a ovelha perdida, mesmo que ainda tenha muitas outras no aprisco.
O amor do Pai por nós sabe que podemos ser seduzidos por pastos diferentes. Por isso, muitas ovelhas andam fora do aprisco sem perceber que estão perdidas.
Elas acreditam na ilusão de uma liberdade falsa. Essa liberdade apenas as coloca em campo aberto, sem refúgio e na mira dos lobos. Assim, tornam-se alvos fáceis para saciar a fome deles.
Por isso, o Pai não desiste! Ele permanece incansável em sua ronda. Dia e noite, vigia sobre nós, acima dos escombros, dizendo repetidamente:
“Eu estou aqui. Segura na minha mão!”
Para termos em que segurar, precisamos crer. Também precisamos confessar que cremos.
Não há condenação quando essa declaração se torna a última opção da nossa velha vida. O que importa é o passo que damos para que as cadeias se quebrem, os laços sejam desfeitos e a voz que nos prende aos grilhões do cativeiro do cão seja silenciada.
Glória a Deus!
Nosso Senhor Jesus Cristo não dá notas aos seus filhos. Ele não considera mais aprovado aquele que o reconheceu como Senhor e Salvador desde sempre do que aquele que viveu no engano.
Também não despreza quem, no momento de maior fraqueza, decidiu se render e declarou reconhecer a salvação por Jesus, mesmo sem saber ao certo o que estava fazendo.
Para o Pai, quando a nossa alma e o nosso espírito, que clamam “Aba, Pai” até o dia do retorno ao lar, concordam entre si e se voltam para Ele como Senhor e Salvador, todos recebemos a mesma “nota”.
Também recebemos a mesma consequência: uma vida nova por meio do relacionamento com o Pai.
Glória a Deus!
Nós nos satisfazemos com muitas coisas que não são plenamente certas. O álcool mata 99,9999% das bactérias, e ficamos satisfeitos ao nos sentir seguros diante dessa assepsia.
A maioria dos testes de gravidez apresenta eficácia de 99,999% nos resultados. Por isso, aceitamos o resultado como válido.
Nosso Senhor não pede uma porta escancarada nem uma mesa já posta e farta para recebê-lo. Ele diz que, se bater à porta, ouvirmos a sua voz e abrirmos, então entrará, cearemos com Ele, e Ele ceiará conosco, conforme Apocalipse 3:20.
Veja: Ele não depende de um convite. Apenas espera, com paciência e respeito, dentro do seu amor perfeito, que decidamos abrir a porta para Ele.
Glória a Deus!
Este é o momento esperado pelo Pai: que declaremos com a nossa boca e confessemos em nosso coração que cremos que Jesus Cristo é Deus.
Ele se fez homem e entregou-se na cruz do Calvário para perdoar os nossos pecados. Também venceu a morte por meio da ressurreição para nos salvar e libertar.
Portanto, Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador único, exclusivo, suficiente e eterno.
Aleluia!
Que tal agradecermos hoje por este dia maravilhoso?
Podemos silenciar a voz do sujo para que a nossa voz, ao declarar a fé em Jesus, possa soar. Assim, seremos salvos.
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