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Devocionais

Devocional #124 – Olhar à frente

Christiane Gallego maio 26, 2026 4


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Transcrição da Devocional

Êxodo 8:25–26

Então o faraó mandou chamar Moisés e Arão e disse: “Vão oferecer sacrifícios ao seu Deus, mas não saiam do país”. 26 “Isso não seria sensato”, respondeu Moisés; “os sacrifícios que oferecemos ao nosso Deus são um sacrilégio para os egípcios. Se oferecermos sacrifícios que lhes pareçam sacrilégio, isso não os levará a nos apedrejar?

Olhar à frente

Título da Devocional: Olhar à frente

A expressão “olhar à frente” significa estar ou colocar-se em posição vantajosa, ou seja está ligada à capacidade de compreender as consequências das atitudes tomadas no presente.

Em Êxodo 7:14 o Senhor diz a Moisés que o coração do Faraó está obstinado, em hebraico essa expressão refere rebeldia, significa que embora ele possa perceber a soberania do Senhor, ainda assim se mostrava incapaz de ceder.

No capítulo 8, versículo 22 e 23 o Senhor declara ao Faraó que não somente é capaz de agir sobre a terra, determinando início e fim das pragas, sua intensidade e severidade, mas também sua extensão, ou seja, de maneira racional, consciente e poderosa o Senhor afirma que diante das pragas enviadas, o Seu povo, os Israelitas, não seria atingido jamais, isso para que se veja e comprove a distinção que o Senhor faz entre o povo tido por seu, e o povo do Faraó.

A proposta enganosa do Faraó

Quando o Senhor cumpre seu aviso, o Faraó chama Moisés e Arão para permitir que os israelitas possam enfim oferecer sacrifício e serviço ao Senhor, no entanto oferta que isso seja feito ali mesmo, em terras egípcias onde isso era tido por proibido e inclusive profano à cultura local.

Sabiamente Moisés nega essa oferta questionando de forma retórica ao Faraó, se isso não geraria abominação a eles e os levaria à morte por apedrejamento.

Moisés conhecia a cultura egípcia. Ele era a pessoa exata para estar ali, a pessoa capacitada a libertar o povo hebreu em segurança, sem cair nas armadilhas do Faraó.

A oferta feita pelo Faraó não era sincera. Era uma cilada para acabar com essa “perturbação” que esse Deus estava lhe causando.

Vigilância espiritual e laços do inimigo

Precisamos estar atentos, preservando nossos olhos espirituais abertos, mantendo-nos em vigília e oração para que possamos ser direcionados pelo Espírito Santo para que o laço do passarinheiro não venha nos capturar!

Há ofertas que olhadas de modo superficial podem parecer atender aos desígnios de Deus para nossas vidas, mas não não verdadeiramente o caminho que o Senhor tem pra nós!

Se Moisés não fosse capaz de olhar à frente, fazendo razão entre o que era proposto e as consequências desse ato, então ele poderia ter aceito e ter colocado o povo de Deus em situação de condenação frente a esta outra nação, e assim a justiça se cumpriria com a sentença de morte para eles.

O mal sempre vai tentar nos enganar e seduzir mostrando um caminho mais fácil para atender aquilo que queremos.

O caminho “mais fácil” e a intenção do Faraó

O Faraó não tentou persuadir a Moisés a esquecer essa ideia de levar o povo para adorar a Deus, pelo contrário, ele aparenta ceder quando oferta que aquilo seja feito em território egípcio, mas isso é para cumprir seu interesse pessoal de se livrar dos castigos de Deus enganando os Israelitas levando-os à morte.

O exemplo de Jesus Cristo

Nosso Senhor Jesus Cristo não tentou o caminho mais fácil. Em sua soberania poderia ter simplesmente decidido acabar com a maldade da humanidade extinguindo a criação.

Ele é Deus, isso seria simples, mas seria também o que o próprio inimigo quer em sua inveja.

Jesus despojou-se de sua supremacia e excelência , fez -se carne e se entregou às dores da própria carne por amor de mim e de você! Para que tivéssemos liberdade.

Porque desde antes da criação, na eternidade, Ele já sonhava comigo e contigo e ter-nos ao seu lado é imprecificável, portanto não há caminho longo demais para isso.

Convite à gratidão e oração

Que tal hoje agradecermos por esse dia maravilhoso com gratidão pelo amor de Jesus e pedindo que o Espírito Santo nos capacite a ver à frente para não nos perdermos do caminho do Senhor?


Estudo da Devocional

Introdução: sobre o que é este estudo

Esta devocional fala sobre olhar à frente na vida cristã.

Ela mostra, a partir da história de Moisés e do Faraó em Êxodo, como decisões “aparentemente boas” podem ser ciladas espirituais.

O texto é para cristãos que desejam discernir melhor a vontade de Deus e evitar armadilhas do inimigo.

Ajuda quem está diante de propostas atraentes, mas que podem afastar do propósito do Senhor.

Olhar à frente na Bíblia

A expressão “olhar à frente” aqui significa enxergar as consequências das atitudes de hoje.

Não é apenas ver o presente, mas perceber o impacto espiritual das escolhas.

Em Êxodo 7:14, Deus revela que o coração do Faraó está obstinado, ou seja, rebelde.

Ele até percebe a soberania de Deus, mas se recusa a ceder.

Em Êxodo 8:22–23, o Senhor mostra seu controle sobre as pragas:

Ele define início, fim, intensidade, severidade e até a extensão, protegendo o seu povo.

Assim, fica clara a distinção entre o povo de Deus e o povo do Faraó.

A proposta do Faraó: uma “benção” que era cilada

Depois das pragas, o Faraó chama Moisés e Arão.

Ele diz que o povo pode sacrificar a Deus, mas sem sair do Egito.

Na superfície, parece avanço:

– Ele não proíbe o culto

– Ele “autoriza” o sacrifício

Mas há um problema sério:

No Egito, os sacrifícios dos hebreus eram considerados sacrilégio.

Isso poderia provocar a fúria do povo e até o apedrejamento dos israelitas.

Moisés, olhando à frente, percebe a armadilha.

Ele conhece a cultura egípcia e entende o risco.

Discernindo ofertas que não vêm de Deus

Moisés era a pessoa certa naquele lugar, exatamente porque conhecia a realidade do Egito.

Ele estava capacitado para proteger o povo das armadilhas do Faraó.

A proposta do Faraó não era sincera.

Era uma estratégia para se livrar da “perturbação” causada por Deus e, ao mesmo tempo, destruir os israelitas.

Na nossa vida, isso acontece quando:

  • Recebemos uma oferta que parece espiritual, mas:
    • vai contra princípios bíblicos
    • expõe a fé a situações de comprometimento
    • atende mais ao interesse do “Faraó” do que ao propósito de Deus
  • Somos tentados a aceitar o que é mais rápido e fácil, sem avaliar as consequências

Há portas que parecem alinhadas com os planos de Deus, mas não são.

Sem olhar à frente, podemos entrar em caminhos de condenação espiritual.

O mal e o caminho “mais fácil”

O mal sempre tenta nos seduzir com a ideia de um caminho mais fácil.

Em vez de nos afastar diretamente de Deus, muitas vezes oferece algo que parece compatível com a fé, mas é distorcido.

O Faraó não manda Moisés desistir da adoração a Deus.

Pelo contrário, ele “cede”: permite o culto, mas dentro dos limites do Egito.

Assim, mantém o controle e expõe o povo ao risco de morte.

É assim que muitas tentações chegam até nós:

  • Não negam Deus abertamente
  • Não pedem para abandonar a fé
  • Apenas “ajustam” o contexto, o lugar ou a forma, tornando tudo perigoso espiritualmente

Por isso, olhar à frente é essencial:

Ver o que essa decisão vai produzir daqui a alguns passos.

O exemplo de Jesus: nenhum atalho

Jesus também poderia ter escolhido o caminho mais fácil.

Em sua soberania, Ele poderia simplesmente destruir a humanidade e toda maldade.

Isso seria simples para Deus, mas não seria coerente com Seu amor.

Seria, inclusive, o que o inimigo deseja: a destruição da criação de Deus.

Em vez disso:

  • Jesus se despojou de sua supremacia e excelência
  • Assumiu a forma humana
  • Enfrentou dores, limitações e sofrimento
  • Entregou sua vida por amor a nós

Desde antes da criação, Ele já sonhava conosco.

Estar com o seu povo é imprecificável, por isso Ele não recusou o caminho longo.

Nesse exemplo, Jesus nos ensina a:

  • Não buscar atalhos que traem o propósito de Deus
  • Suportar o processo quando ele faz parte do plano do Pai
  • Confiar que a obediência, mesmo custosa, gera vida

Aplicação: como olhar à frente hoje

Na prática, olhar à frente significa:

  • Orar antes de decidir
  • Pedir discernimento ao Espírito Santo
  • Perguntar:
    • “Isso me aproxima ou me afasta de Deus?”
    • “Que consequências essa escolha pode trazer para minha fé?”
  • Conhecer bem a Palavra para identificar propostas contrárias a Deus
  • Desconfiar de “facilidades” que ignoram princípios bíblicos

Moisés usou conhecimento, razão e fé para avaliar a proposta do Faraó.

Nós também somos chamados a unir fé e discernimento, não aceitando tudo que parece bom à primeira vista.

Conclusão: oração e gratidão

Diante dessa devocional, somos convidados a agradecer a Jesus pelo amor que não escolheu o atalho.

E a pedir ao Espírito Santo que abra nossos olhos espirituais para olhar à frente.

Podemos responder com uma atitude simples hoje:

  • Gratidão pelo dia
  • Reconhecimento do amor de Jesus
  • Oração pedindo direção para não sair do caminho do Senhor

Que nossa decisão diária seja permanecer no rumo que Ele traçou, sem cair nas ciladas “bem embaladas” do Faraó deste mundo.

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