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Estudos Teológicos

Qual a verdadeira religião para com Deus?

Edison Araujo julho 4, 2019 278


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Havia em Cesareia um homem chamado Cornélio, centurião do regimento militar conhecido como italiano.

Esse homem era piedoso (eusebēs) e temente a Deus, assim como toda a sua família. Ele era generoso em ajudas financeiras aos pobres e buscava continuamente a Deus em oração. …

Atos 10

Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, nutrido pelas palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido;

mas rejeita as fábulas profanas e de velhas. Exercita-te a ti mesmo na piedade.

Pois o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, visto que tem a promessa da vida presente e da que há de vir.

1 Timóteo 4:6-8

O conceito de Eusebia

A palavra grega para religião é Eusebia. O prefixo “eu” significa “bem”, enquanto a partícula “seb” refere-se à reverência ou adoração. Portanto, eusebia é a adoração executada da maneira correta; é a conduta adequada perante Deus, que coloca o Criador no lugar central e o adora de forma íntegra.

Para os filósofos antigos, este conceito ia além da religiosidade restrita. Platão, por exemplo, convocava os homens à eusebia para evitar o mal e alcançar o bem, enquanto Sócrates a considerava a maior das virtudes, uma forma de respeito devido às coisas celestiais. O verdadeiro conhecimento e a atitude correta diante do divino permitem que o ser humano se relacione de maneira equilibrada com Deus e com o seu próximo.

A Disciplina Espiritual

Apesar de ser um dom concedido através do poder de Jesus Cristo, a verdadeira religião exige esforço pessoal. É um exercício contínuo que deve ser cultivado, como sugerido em passagens bíblicas que comparam o cristão a um atleta ou a um soldado.

O Cristão como Atleta e Soldado

Assim como o atleta treina para competir dentro do regulamento, o fiel deve exercitar-se na piedade. Da mesma forma que o soldado não se envolve em negócios civis para manter o foco em agradar seu comandante, o cristão deve batalhar incansavelmente em favor da virtude. Sem a visão e a presença de Cristo, esse exercício torna-se impossível, mas com Ele, torna-se a marca de uma vida transformada.

As Consequências da Fé

Viver com eusebia produz resultados práticos na jornada de um crente. Em primeiro lugar, ela pode trazer transtornos, pois quem decide seguir os padrões de Cristo pode enfrentar perseguições. Ser diferente do mundo e ter alvos distintos é, frequentemente, uma postura que incomoda.

Em segundo lugar, a verdadeira religião traz a presença direta de Deus. O adorador tem, a todo o momento de provação, acesso contínuo ao poder do Eterno. Por fim, esta postura torna-se a própria marca da vida cristã. Um santo é aquele que, por meio de sua conduta honesta, torna mais fácil para os outros crerem na existência de Deus, refletindo um pouco da glória celestial no cotidiano.

Fé Real Versus Prosperidade Material

É fundamental não confundir eusebia com a busca por prosperidade material. Aqueles que utilizam a religião como um meio para alcançar sucesso financeiro rebaixam a natureza da fé. A felicidade genuína nunca resulta da posse de bens, pois as coisas materiais não têm a capacidade de oferecer paz ou satisfação duradoura.

A verdadeira felicidade reside nos relacionamentos pessoais, sendo o relacionamento com Deus o mais grandioso de todos. Quando esse vínculo está correto, a vida torna-se plena e a felicidade é encontrada tanto neste mundo quanto no porvir.

A Religião que Começa em Casa

A verdadeira religião não deve ser limitada ao recinto da igreja, à liturgia ou aos rituais. Embora a oração e a meditação sejam essenciais, elas tornam-se imperfeitas se não resultarem em ação prática e na convivência com o próximo.

Prioridades Familiares

O cristianismo legítimo começa dentro do lar. Aqueles que desejam ser servos genuínos de Cristo devem lembrar que o primeiro dever religioso é para com a própria família. Se o trabalho eclesiástico leva à negligência daqueles que amamos, trata-se de irreligião. Não pode existir uma igreja forte que não esteja alicerçada em lares cristãos saudáveis, onde a caridade e o serviço florescem na intimidade do círculo familiar antes de serem levados ao mundo

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