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Salmos

Salmo 11

Edison Araujo fevereiro 1, 2020 1849


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O refúgio em tempos de adversidade

No Senhor eu me refugio. Por que, então, vocês me dizem: “Voe para os montes, como um pássaro! Os perversos preparam seus arcos e colocam as flechas nas cordas. Das sombras, eles atiram contra os que têm coração íntegro”. Primeiramente, o salmista confronta o conselho do medo, que sugere a fuga diante das ameaças.

Contudo, a situação se agrava quando os fundamentos parecem ceder: “Os alicerces ruíram; o que pode fazer o justo?”. Esta indagação reflete a crise que muitos enfrentam quando as estruturas sociais ou pessoais de segurança parecem entrar em colapso.

A soberania divina e o julgamento

O Senhor, porém, está em seu santo templo; o Senhor governa dos céus. Além disso, Ele observa a todos com atenção, examinando cada pessoa na terra. Diferente da perspectiva humana limitada, Deus mantém o controle absoluto sobre o curso da história e a conduta individual.

Consequentemente, o Senhor põe à prova tanto o justo como o perverso, demonstrando claramente que Ele odeia quem ama a violência. Ele não apenas observa, mas intervém: fará chover brasas vivas e enxofre sobre os perversos e, com ventos abrasadores, os castigará.

A esperança dos íntegros

Pois o Senhor é justo e ama a justiça; por isso, os íntegros verão sua face. Em última análise, a promessa final não é apenas de proteção contra o mal, mas de uma comunhão profunda e íntima com o Criador.

Em resumo: o Salmo 11 estabelece um contraste necessário entre o medo gerado pelas circunstâncias caóticas e a paz inabalável que advém da confiança na justiça e soberania de Deus.

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