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Devocionais

Devocional #126 – Uma xícara de soberba ou de mansidão?

Christiane Gallego maio 28, 2026 3


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Transcrição da Devocional

Não há de ser assim; ide somente vós, os homens, e servi ao Senhor; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó.
Êxodo 10:11

Introdução: soberba ou mansidão?

Quantas vezes já tentamos impor condições para agirmos conforme a vontade de Deus?

Ao orarmos o “Pai Nosso”, declaramos com o coração cheio de fé: “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu”. Porém, a todo momento, se não formos humildes e obedientes, agimos dentro de nossas vaidades e barganhamos com Deus, conforme acreditamos que deva ser o Seu mover.

Continuamente julgamos o próximo, tomamos para nós um poder que jamais teremos e um peso que não precisamos assumir. Somos muito bons em olhar o próximo e rotular quem ele é, e se está certo ou errado no que faz.

E, com tudo isso, sobra pouco (ou nenhum) tempo para ouvir a voz de Deus.


A síndrome do Faraó e a soberba em nossas vidas

Parece fácil falar da Síndrome do Faraó. É fácil falar de alguém que agiu com obstinação, alguém arrogante, alguém que “bebe xícaras de soberba” ao invés do cafezinho que tanto gostamos e que nos faz iniciar o dia.

Mas a verdade é que, se ele agia na crença de que ele mesmo era deus soberano e, por isso, não era capaz de ceder e render-se ao Senhor Deus Todo-Poderoso, o Senhor dos Hebreus, como ele dizia, nós, por muito menos, colocamos nossos sentimentos e pensamentos como deuses em nossas vidas. Dessa posição, não avançamos mais, nem retrocedemos, e assim impomos limites para a voz do Senhor.

A Bíblia nos alerta sobre isso. Diz em Provérbios 11:2:

“Vindo a soberba, virá também a afronta;
mas com os humildes está a sabedoria.”

Para o Faraó, tudo estava ruindo enquanto ele se negava a permitir a liberdade e a saída dos hebreus do Egito. Ele — embora se achasse deus supremo — não era capaz de inibir a mão do Senhor que lançava as pragas sobre a nação. Nem todo o seu panteão era poderoso o suficiente para agir além das magias e, de fato, comandar a criação, como o Senhor estava fazendo.

A ponto de o Senhor dizer a Moisés, em Êxodo 10:2, que suas ações zombavam dos egípcios, afinal eles estavam sendo confrontados com pragas que correspondiam a cada um de seus deuses. Isso para que ficasse clara a soberania do Senhor.

Apesar disso, a arrogância do Faraó o cega em insensatez. Ele percebe as mazelas às quais está expondo seu povo, porém ainda assim se encoraja ao confronto, negando a autoridade de Deus e não permitindo a saída da nação de Israel.


Quando tentamos negociar com Deus

Quando agimos pela carne, dominados por nossos impulsos, retomamos das mãos do Senhor as rédeas de nossas vidas. É como se déssemos de ombros ao Pai e disséssemos que sabemos conduzir melhor que Ele. Mas será mesmo que, em nossas limitações e pequenez, sabemos efetivamente o que é melhor para nós?

Temos muita dificuldade de dominar a nossa carne. Sendo assim, como podemos querer negociar ou impor condições ao agir de Deus sobre nós?

Quem diz que é fácil ceder também se engana a si mesmo. Ceder custa, exige renúncia e confronto com o próprio eu. Porém, agir com sabedoria exige refrear a carne e a mente, embasados naquilo que representa segurança e conhecimento para nós.

E onde está essa segurança? A supremacia da sabedoria está na mente Onisciente do Pai. Foi para que soubéssemos que não estamos sozinhos ou abandonados que o Senhor Jesus nos deixou, como auxiliador, o Espírito Santo de Deus.


Uma xícara de mansidão e o fardo leve de Jesus

Diante disso, surge um convite simples e profundo: trocar a “xícara da soberba” pela “xícara da mansidão”.

Que tal hoje abaixarmos nossos braços em rendição e tomarmos da xícara da mansidão como se fosse um chazinho de camomila? Um chá que nos enche de tolerância e calma, que traz conforto e paz à alma. Um gesto de reconhecimento de que tomar a frente de tudo, encarar tudo sozinho, é difícil e pesado demais.

Quando assumimos tudo sozinhos, o coração cansa, a mente se sobrecarrega e o espírito se inquieta. Por isso, o convite de Jesus em Mateus 11:28-30 é tão precioso:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei…
porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

Assim, podemos trocar esse fardo pesado pelo fardo leve que Jesus nos propõe: segui-Lo e obedecê-Lo em amor.


Um convite à gratidão e rendição

Que tal agradecermos juntos por esse dia maravilhoso?

Você pode, hoje, escolher se aproximar de Deus com mansidão, reconhecer as áreas em que tem tentado “ser Faraó” e entregar novamente o controle nas mãos do Pai.

Uma simples oração pode marcar essa escolha:

“Senhor, eu escolho a mansidão.
Eu entrego a Ti o controle e recebo o Teu fardo leve.
Ensina-me a ouvir a Tua voz, a confiar na Tua sabedoria
e a renunciar à soberba que me afasta de Ti. Amém.”

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